Leiria

ALBUQUERQUE, António de (1866-1925)
ALBUQUERQUE, Mécia Mouzinho de (1870-1961)
CAMPOS, Artur Lobo de (1884-1949)
CARVALHO, Joaquim Ribeiro de (1880-1942)
CORDEIRO, António Xavier Rodrigues (1819-1896)
CRESPO, António Lúcio Tavares (1843-1905)
CRUZ, José Marques da (1888-1958)
LEITÃO, Acácio (1894-1945)
PAIVA, Acácio de (1863-1944)
PINTO, Américo Cortês (1896-1979)
SANTOS, António da Costa (1856-1896)
SIMÕES, José de Oliveira (1857-1944)
SOUSA, Afonso de (1906-1993)
VIEIRA, Afonso Lopes (1878-1946)

 

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ALBUQUERQUE, António de (1866-1925)

António de Albuquerque do Amaral Cardoso Barba Alardo nasceu em Leiria em 1866 e faleceu em Sintra a 2 de Junho de 1923. Autor das obras poéticas Arco-íris (1899) e Maria Teles (1904), é na produção romanesca que adquire maior evidência. Com uma obra que oscila entre a tendência naturalista e as estéticas finisseculares e que, do mesmo modo, se caracteriza pela debilidade das fronteiras entre a ficção e o facto histórico, publicou os romances de costumes Escândalo!: cenas da vida de província (1904), inspirado na cidade de Leiria, e O solar das Fontainhas (1910), esta última sobre a cidade do Porto. Foi também autor de O marquês da Bacalhoa (1908), obra que constitui uma crítica às principais figuras do regime monárquico de então, provocando uma polémica que deu azo a uma forte censura e à perseguição ao autor pela polícia, situação que se volta a verificar com a publicação da memória romanceada A execução do rei Carlos: monárquicos e republicanos (1909).

Da sua produção escrita, conhece-se também o texto para teatro Amor de hoje (1899), que não terá subido aos palcos. Apesar de apresentado à empresa do Teatro Nacional, foi excluído do reportório pelo comissário régio. Pertence-lhe ainda uma obra de pretensão histórica e carácter biográfico, intitulada Sidónio na lenda (1922).

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Albuquerque (António de)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. I. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, p. 750.

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1991 – “ALBUQUERQUE, António de”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. II. Mem Martins: Europa-América, pp. 502-504.

SANTOS, César dos, 1924 – “O Desprezado (Memórias do autor do Marquês da Bacalhoa)”. Lisboa: Tip. Formosa.

SILVA, Inocêncio da; ARANHA, Brito, 2001 – “António de Albuquerque”. In Dicionário bibliográfico português [documento electrónico]. Vol. XXII. Lisboa: CNCDP, pp. 166-168.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Alardo, António de Albuquerque do Amaral Cardoso Barba”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 12-14.

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ALBUQUERQUE, Mécia Mouzinho de (1870-1961)

Mécia Mouzinho de Albuquerque, natural de Leiria, cidade na qual, segundo Agostinho Gomes Tinoco, nasceu a 2 de Dezembro de 1870, veio a falecer em Lisboa a 10 de Fevereiro de 1961. É nesta última cidade que parece ter desenvolvido grande parte da sua actividade no âmbito das Letras, já que não se conhece informação precisa acerca da sua participação na vida cultural da cidade de Leiria. Com textos que por vezes assina com o nome de Mência ou o pseudónimo de Zoleica, teve vasta participação na imprensa da época, na qual divulgou alguns dos seus textos poéticos e contos, nomeadamente na Mala da Europa, Ocidente, Jornal das Senhoras, Tarde e Novidades.

Com uma produção literária que inclui os livros de contos A Sonâmbula (1918), no ano seguinte publicado em Madrid e mais tarde traduzido para o francês, e Aventura de Tomyris (1943), foi ao género poético que Mécia Mouzinho de Albuquerque mais se dedicou, publicando A Tecedeira (1914), Fragmentos Históricos (1917), Rainha e mártir (1920), Pela vida fora (1930), À guitarra (1932), Quinze anos depois (1937) e À luz do sol poente (1949). A esta autora são também atribuídas várias obras que ficaram inéditas, possivelmente produzidas nos últimos anos da sua vida, como Ao fim da estrada, Musa das prisões e Versos e Farpinhas, ou ainda Aventuras de Rudeguna.

Além dessa actividade literária, que inclui a tradução de obras do romancista Charles Oulmont, assim como do contista Edgar Allan Poe, e pela qual foi medalhada pelas sociedades “Gens de Lettres de France” e “Arts, Sciences et Lettres”, Mécia Mouzinho de Albuquerque destacou-se ainda pela sua ligação a obras de carácter social, como fundadora da Comissão Central de Subsídios e Rendas de Casa a Prisioneiros e Emigrados Monárquicos, em 1915, e da Iniciativa Particular da Luta contra o Cancro, em 1931.

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Mouzinho de Albuquerque (Mécia)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. XVIII. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, p. 52-53.

CARDOSO, Nuno Catarino, 1917 – Albuquerque (Mécia Mousinho de). In Poetisas portuguesas: antologia. Lisboa: Livraria Cientifica, pp. 17-20.

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1994 – “Albuquerque, Mécia Mouzinho de”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. III. Mem Martins: Europa-América, p. 94.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Albuquerque, Mécia Mousinho de”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 17-19.

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CAMPOS, Artur Lobo de (1884-1949)

Artur Lobo de Campos nasceu em Leiria a 3 de Abril de 1884 e faleceu na mesma cidade a 6 de Fevereiro de 1949. Docente do ensino secundário, a sua obra literária caracteriza-se, sobretudo, por um pendor biográfico e memorialista que tem sempre presente a cidade de Leiria.

Da produção escrita de Artur Lobo de Campos, destaca-se uma série de publicações evocativas da vida e da obra de algumas personalidades leirienses, entre elas o médico Francisco Cortês Pinto, a respeito do qual publicou Homenagem (1933), e o poeta Afonso Lopes Vieira, sobre o qual se conhecem os seguintes textos: A poesia de Afonso Lopes Vieira (c. 1922), proferido na festa do 22º aniversário do “Instituto Feminino de Educação e Trabalho”, a 14 de Janeiro de 1922, no qual o autor defende a utilidade pedagógica da obra de Lopes Vieira; a publicação Dois poetas de Leiria, meus constantes companheiros (1933), integrada no livro do I Congresso das Actividades do Distrito de Leiria e cujo título denota a relação de proximidade entre estes dois autores leirienses, que melhor pode ser conhecida através da correspondência travada entre ambos; e o texto de homenagem “Infância e Juventude”, publicado em Afonso Lopes Vieira: in memoriam (1947).

Além desta produção escrita, Artur Lobo de Campos foi também autor de alguns textos poéticos, género no qual publicou Em louvor de dias felizes (1933) e A minha oração a Leiria (1941), estando ainda representado na antologia de poesia e prosa Florilégio de Leiria (1949). Deste autor, cuja obra reflecte uma íntima ligação à sua terra natal, conhece-se ainda a publicação póstuma Nossa Senhora da Encarnação: padroeira da cidade de Leiria (c. 1970).

Referências bibliográficas:

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Campos, Artur Lobo de”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 101-102.

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CARVALHO, Joaquim Ribeiro de (1880-1942)

Joaquim Ribeiro de Carvalho nasceu a 7 de Abril de 1880 em Arnal, no concelho de Leiria, e faleceu em Lisboa a 10 de Outubro de 1942. Após a frequência do seminário de Leiria, no qual concluiu os estudos eclesiásticos no ano de 1896, enveredou por uma carreira no jornalismo e na política. Em Leiria foi redactor dos periódicos Integridade (1896-98), primeiro jornal republicano desta cidade, assim como director e proprietário do semanário republicano independente O Radical (1911-17), órgão do Partido Evolucionista. Foi ainda proprietário e director do Correio do Sul, semanário anti-clerical de Almada, e em Lisboa foi um dos coordenadores do Almanaque Editora: musical, artístico, literário, do qual parece ter saído apenas um único número, e dirigiu o diário da tarde O Liberal e o jornal República, fundado por António José de Almeida.

Republicano, deputado pelo círculo de Leiria em 1911 e noutras legislaturas, na sua intensa actividade política foi um dos fundadores da Carbonária Portuguesa e participou no golpe de estado do 5 de Outubro de 1910, tendo ao longo do tempo militado em várias organizações partidárias. Fundador do Centro Radical Português, filiou-se, em seguida, no Partido Evolucionista e, mais tarde, no Nacionalista.

Com uma produção escrita predominantemente poética, é em Leiria que Joaquim Ribeiro de Carvalho inicia a sua actividade literária. Nesta cidade publicouLivro dum sonhador (1897), no qual reúne poemas escritos entre os 15 e os 17 anos, Margaritas: versos do coração (1898) e Dolores: agonia duma tísica (1899), este último com uma reedição em Lisboa datada de 1906, que inclui o prefácio “A poesia moderna em Portugal”, no qual Abel Botelho aproxima a estética do poeta a António Nobre e Guerra Junqueiro. Dentro do género, Ribeiro de Carvalho publicou ainda Terra de Portugal (1901), A eterna canção (1918), obra que comporta também um prefácio elogioso, desta vez assinado por Júlio Dantas, que o considera como “um dos modernos mestres do soneto português”, e Terra Mater (1919), sendo ainda autor na antologia Sonetos contemporâneos (1925).

Ribeiro de Carvalho publicou ainda o livro de contos Maldita seja a guerra (c. 1920) e o estudo História das religiões (1932). Segundo Agostinho Gomes Tinoco, o autor terá deixado inéditas as obras poéticas A Canção da Tristeza, O Mar dos Náufragos, eCanção das Estrelas, o romance A Jornada da Morte, o volume de crónicas Por esses mundos, e a peça em 3 actos Maria Salomé.

Da sua acção no âmbito da literatura, destaca-se ainda uma intensa actividade como tradutor, nomeadamente das obras de Máximo Gorki, Blasco Ibañez, Jane de La Vaudére, Tolstoi e Émile Zola, entre muitos outros.

Referências bibliográficas:

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1994 – “Carvalho, Joaquim Ribeiro de”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. III. Mem Martins: Europa-América, p. 229.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Ribeiro de Carvalho, Joaquim”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 526-529.

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CORDEIRO, António Xavier Rodrigues (1819-1896)

António Xavier Rodrigues Cordeiro nasceu na freguesia das Cortes, concelho de Leiria, a 23 de Dezembro de 1819 e faleceu em Lisboa a 11 de Dezembro de 1896. Exercendo funções nas áreas da política e das letras, grande parte das suas actividades circunscrevem-se às cidades de Coimbra e Leiria. É como estudante, desde 1842, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, que dá início à sua actividades na imprensa política e literária, assumindo um papel preponderante no plano das lutas políticas, quer ao participar contra os cartistas nos combates da Patuleia (1846-47), quer através da sua colaboração no jornal portuense Estrela do Norte (1846), quer como um dos redactores principais do periódico O Observador (1847), posteriormente denominado O Conimbrence (1854). É, ainda, ao tempo da sua vida académica em Coimbra que António Xavier Rodrigues Cordeiro se inicia na literatura, através da divulgação dos seus poemas na revista O Trovador (1844-1948), periódico de que foi fundador e redactor principal. Tal como o grupo estudantil que consigo fundou essa revista ou aí colaborava, destacou-se então como poeta de tendência ultra-romântica. Em Coimbra foi ainda colaborador dos periódicos Panorama, Revista Académica de Coimbra e O Novo Trovador.

Concluído o seu curso em Coimbra, é com ligação à cidade de Leiria que este autor assume um papel de destaque nos planos político e cultural. Participando da vida política de Leiria, foi administrador deste concelho entre 1854 e 1856, assim como deputado nas legislaturas de 1851 a 1852 e de 1857 a 1857, tendo publicado o texto Exposição aos eleitores do distrito de Leiria (1852) e a subscrição Carta dirigida à Rainha D. Maria (1854), em que reflecte sobre alguns aspectos do seu programa político. Nessa mesma cidade, teve ainda uma acção demonstrativa das suas preocupações sociais, ao organizar um curso nocturno no qual ensinava a população pelo método de Castilho e ao contribuir com variados meios para colmatar o surto de cólera que aí se instala no ano de 1856.

Com destacado papel na vida cultural de Leiria, aí criou uma tipografia e participou activamente no âmbito da imprensa, nomeadamente enquanto fundador do bissemanário O Leiriense (1854) e como colaborador de outros periódicos locais, nos quais divulgou grande parte da sua produção literária.

Destacando-se como poeta desde Coimbra, Rodrigues Cordeiro publicou Esparsas: ensaios líricos (1889),Hino dos torrejanos oferecido ao Ex.mo Sr. Conde de Torres Novas por ocasião do seu regresso à Pátria em 1865 (1865),Hino a Camões para ser cantado no tricentenário do grande poeta (1880) e Quadros de glória: na abertura do novo Teatro de D. Maria Pia em Leiria na noite do 1º de Dezembro de 1880 (1880). Além dos textos divulgados no quinzenário local O Lis, e nas revistas de Lisboa e Coimbra, Arquivo Universal e O Instituto, respectivamente, a obra poética deste autor encontra-se ainda na publicação póstuma Poesia e prosa (1996) e na antologia Tesouros da poesia portuguesa (1983).

Da obra de António Xavier Rodrigues Cordeiro, destacam-se ainda as publicações de índole histórica e memorialista, como Elogio histórico do sócio do Instituto da Academia Dramática, Luís da Silva Mouzinho de Albuquerque (1850) e as crónicas publicadas nos dois volumes de Serões de história (1889-1890) e em Leituras ao serão (1903), assim como alguns textos biográficos divulgados noAlmanaque de Lembranças Luso-Brasileiro e na publicação que se lhe seguiu, por si dirigida, denominada Novo Almanaque Lembranças Luso-Brasileiro. No âmbito da história local, Rodrigues Cordeiro foi autor de alguns estudos que, sob o título de “Leiria”, foram publicados, em 1873, na revista Artes e Letras, e nos semanários locais Correspondência de Leiria, desde 1874 a 1875, e O Mensageiro, em 1949.

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Cordeiro (António Xavier Rodrigues)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. VII. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia pp. 664-665.

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1991 – “Cordeiro, António Xavier Rodrigues”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. II. Mem Martins: Europa-América, pp. 83-84.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Rodrigues Cordeiro, António Xavier”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 530-532.

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CRESPO, António Lúcio Tavares (1843-1905)

António Lúcio Tavares Crespo nasceu em Alcobaça no ano de 1843 e faleceu em Lisboa a 21 de Janeiro de 1905. Após concluir o curso de Direito na Universidade de Coimbra, exerceu advocacia no Porto e aí foi também conservador do Registo Predial, exercendo ainda as funções de deputado entre os anos de 1865 e 1868, e entre 1887 e 1890.

Com uma obra literária reduzida, da qual se conhecem apenas dois livros, ambos publicados no Porto e cujo conteúdo está relacionado com a cidade de Leiria e arredores, António Lúcio Tavares Crespo foi autor do romance Cambiantes de amor (1871), obra dividida em 2 tomos, denominados “Travessuras femininas” e “Drama da vida”, respectivamente, escrevendo ainda, segundo Agostinho Gomes Tinoco, a narrativa de viagem Uma digressão a Alcobaça (1876), obra publicada no anonimato.

Da sua restante produção escrita, apenas se conhecem alguns textos que terão sido produzidos no exercício das suas funções jurídicas, âmbito a partir do qual publicou Agravo crime (1890), Acção de nulidade de testamento (1883) e Sentença e Contra-Minuta de apelação na acção de nulidade de testamento (1885).

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Crêspo (António Lúcio Tavares)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. VIII. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, p. 30.

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1991 – “Crespo, António Lúcio Tavares”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. II. Mem Martins: Europa-América, p. 259.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Crespo, António Lúcio Tavares”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, p. 163.

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CRUZ, José Marques da (1888-1958)

José Marques da Cruz nasceu nas Cortes, concelho de Leiria, a 15 de Novembro de 1888 e faleceu a 23 de Dezembro de 1958. Estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, entre os anos de 1908 e 1912. Concluído o curso, emigra para o Brasil, fixando residência em São Paulo, cidade na qual desempenhou variados cargos na docência liceal e superior, e onde fundou e dirigiu o Ginásio Osvaldo Cruz, o Liceu Pindorama, o Externato Marques da Cruz e o Ginásio Renascença.

Foi em Coimbra que publicou as suas primeiras obras literárias, caso da peça em verso Frei Luís do Coração de Maria (1912), com estreia no Teatro-Circo da Beira na cidade da Guarda, a 9 de Maio de 1912, assim como alguns textos poéticos, caso do volume Lis e Lena (1911) e do texto de homenagem a João de Deus, Às criancinhas (1911). Da sua obra poética conhecem-se outros volumes, publicados em São Paulo ou na cidade de Leiria, estes últimos sobretudo na década de 30 e assinados com o seu nome seguido do “título” de Zoroástro, assim como Água da fonte (1924),Oração a Portugal: em comemoração da chegada ao Brasil dos heróicos aviadores Sacadura Cabral e Gago Coutinho (c. 1922),Oração a Portugal: para o Português ler, quando sentir amor à Pátria… (1927), versão poética primeiramente publicada em Coimbra, Redondilhas (1929), Migalhas (1930), Ensaio poético (1930), Sentir do meu viver (1931), Água da Fonte (1932), reedição de 1924, Alma lusa (1935), A Virgem de Fátima (1937) e Nossa Senhora Aparecida (1942).

Dentro do género lírico, Marques da Cruz participou ainda nas obras antológicas Poetas de Coimbra (1939) e Florilégio de Leiria (1949), tendo parte da sua obra sido reunida no volume Antologia poética (1988), publicado pela Câmara Municipal de Leiria.

Segundo Agostinho Gomes Tinoco, o autor terá escrito ainda o romance de costumes Memórias de Fulgêncio Claro (1923), inspirado na sociedade de São Paulo e no qual usa como pseudónimo o nome indicado no título.

Além das obras até aqui enunciadas de carácter estritamente literário, José Marques da Cruz produziu também uma série de estudos de carácter histórico e biográfico, como História da literatura oriental (1915) e Eça de Queirós: a sua psique (1949), obtendo esta última o primeiro lugar num concurso literário no Rio de Janeiro, ou ainda obras que melhor se inserem na categoria de ensaio, como Siglas do Lirismo Português (1945), conferência realizada no Instituto de Estudos Portugueses a 29 de Julho de 1944, entre outras obras que, pelo seu cunho marcadamente destinado ao ensino, não têm lugar nesta síntese.

Bastante activo como conferencista, Marques da Cruz foi orador numa série de eventos, tanto no Brasil, nomeadamente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, como em Portugal, sobretudo proferindo conferências nas Universidades do Porto e de Coimbra.

Referências bibliográficas:

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Cruz, José Marques da”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 169-173.

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LEITÃO, Acácio (1894-1945)

Acácio Teixeira Leitão nasceu em Leiria a 20 de Setembro de 1894 e faleceu em Lisboa a 8 de Setembro de 1945. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu a advocacia em Leiria e aí foi também juiz do Tribunal do Trabalho e chefe da Secretaria Judicial das comarcas de Vimioso e Alcobaça.

Acácio Leitão publicou a sua primeira obra em Coimbra, sob o título de Futuro novo (1911), texto de homenagem a João de Deus. Seguidamente foi em Leiria que publicou os seus escritos poéticos, como No dia da chegada das cinzas dos soldados desconhecidos ao mosteiro de Santa Maria da Vitória (1921), Poesia do Lar Rural (1940) e Canções das sete províncias (1941), evocando esta última as terras da Beira-Alta. Participou, a par de outros poetas leirienses, nas antologias Álbum literário e artístico: horas serenas (1923), Cantam os poetas (1940), Florilégio de Leiria (1949), obra antológica de poesia e prosa organizado por Américo Cortês Pinto, e Estremadura (c.1960), volume com textos seleccionados por Urbano Tavares Rodrigues.

Em Leiria publicou ainda a memória Décadas de Coimbra: 1910-1920 (1939), e Ginástica de humildade: meditada e vivida sob a iminência do chamado "perigo bolchevista", e dirigida aos ricos em louvor dos pobres (1931). Trata-se de uma obra dedicada à Associação da Classe Operária Leiriense e que corresponde ao texto da conferência proferida no Teatro D. Maria II no serão de 11 de Maio de 1931.

A sua produção escrita foi ainda divulgada em vários periódicos de Coimbra, Porto, Lisboa e Leiria, entre eles nas revistas Presença e Panorama, tendo nesta última revista, editada pelo Secretariado Nacional da Informação, publicado alguns textos sobre a cidade de Leiria e outras terras do seu distrito, como “Nazaré: tema inesgotável” (1941 “Leiria e os seus fantasmas: a sua paisagem e a sua vida” (1942) e “Monte Real” (1943).

Além desta produção escrita, Acácio Leitão foi também autor das Crónicas de Domingo, transmitidas pela Emissora Nacional.

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Leitão (Acácio Teixeira)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. XIV. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia p. 856.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Leitão, Acácio Teixeira”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, p. 277.

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PAIVA, Acácio de (1863-1944)

Acácio Sampaio de Teles e Paiva nasceu em Leiria a 14 de Abril de 1863 e faleceu no Olival, freguesia de Ourém, a 29 de Novembro de 1944. Licenciado em Farmácia pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto em 1887 e, desde o ano seguinte, prosseguindo uma carreira ligada às alfândegas, primeiro como aspirante e desde 1917 como chefe dos serviços da Alfândega de Lisboa, é no âmbito das letras que Acácio de Paiva se vai destacar, nomeadamente como poeta e como autor de teatro de revista. É, sobretudo, a partir de uma vasta actividade literária na imprensa, na qual por vezes recorre ao pseudónimo de Belmiro, que Acácio de Paiva atinge notabilidade como poeta. Começando por divulgar a sua obra no jornal portuense A Actualidade, o autor colaborou no jornalO Século e dirigiu o seu suplemento humorístico denominado Século Cómico, no qual, entre outros textos, publicou a novela Os crimes de Libório, tendo também escrito para a Ilustração Portuguesa, o Diário de Notícias, nomeadamente através da coluna muito apreciada pela crítica denominada “Fita da Semana”, o Almanaque de Lembranças Luso-brasileiro e ainda o jornal leiriense O Mensageiro.

Acácio de Paiva publicou ainda algumas obras poéticas, caso de 1906: brinde Baeta Dias (1906), Meses do Ano (1906) e Fábulas e Historietas (1929), e colaborou nas antologias Álbum literário e artístico: horas serenas (1923), cuja venda revertia a favor de dois sanatórios de tuberculosos no Porto, Sonetos contemporâneos (1925), Cantam os poetas (1940) e Florilégio de Leiria (1949), estas últimas incluindo uma série de poetas leirienses. Postumamente, no volume Poemas (1988), foram reunidos alguns dos seus textos, sendo que as poesias que não integraram essa obra foram reunidas num volume que constitui parte do seu espólio à guarda da Biblioteca Municipal de Leiria, assim como a variada correspondência entre este autor e Afonso Lopes Vieira. Da obra de Acácio de Paiva conhece-se ainda o conto mímico A pantomima das Flores (1916), de que são co-autores Júlio Dantas, Augusto de Castro e Eduardo Schwalbach, obra dedicada às vítimas da guerra, apresentada pelo jornal O Século no denominado “Serão das Flores” no Teatro República, e o livro de contos O Nosso Pecado (1943) .

Além da poesia e do conto, conhece-se ainda uma vasta obra ligada ao teatro de revista, como autor e tradutor. Como peças originais publicouArte Nova: revista de acontecimentos de 1901 em 3 actos e 13 quadros (1902), musicada por Tomás del Negro e a obra sem datação intitulada Os dois gatos: monólogo cómico para senhora ou homem, tendo ainda publicado uma adaptação da peça em 3 actos A boa estrela, também esta sem data precisa. Além destes, muitos dos seus textos para o teatro de revista foram escritos em co-autoria: com Eduardo Fernandes, Ramerrão (1900), musicada pelo maestro Cyriaco de Cardoso e apresentada em Março de 1900 no Teatro da Trindade em Lisboa; com Ernesto Rodrigues,Coplas da revista ABC (1909), peça em 3 actos e 12 quadros musicada por Carlos Calderon e Tomás del Negro; e a comédia em 3 actos O cão e o gato (c. 1920), com estreia no Ginásio pela Companhia Actor Vale e, em 1935, no Clube Estefânia e na Sociedade de Instrução Tavaredense; com Luís de Aquino, a revista em 3 actos e 16 quadros Sol e Dó (1909), com música de Tomás del Negro e Carlos Calderon; com Eduardo Schwalbach, a revista em 2 actos e 9 quadros Castelos no ar (1916).

A Acácio de Paiva é ainda atribuída a autoria de outras peças, como Os Barbeiros, farsa representada em Vieira de Leiria quando o autor aí exercia o cargo de despachante da Alfândega e com a qual ter-se-á estreado no género, De Capote e Lenço, escrita em co-autoria com Chagas Roquete, Soma e Segue, O Preto no Branco, Castelos no Ar, Charivari e Agência Saramago, em co-autoria com Eduardo Schwalbach.

O contributo deste autor na produção para o teatro de revista pode ser conhecido mais seguramente a partir do espólio, depositado na Torre do Tombo, do Secretariado Nacional da Informação (SNI), referente à série “processos de censura a peças de teatro”, e embora delas só conheçamos a data da sua representação aí encontramos a peças Tip-top, escrita em co-autoria com Erico Braga e musicada por Fernando de Carvalho, a qual foi aprovada com cortes para ser representada no Teatro da Trindade em 1933, como ainda as peças de que é co-autor José Sequeira, Uma récita de caridade, aprovada com cortes em 1936, e Pronto! Assim é que é!, aprovada com cortes para ser representada no Teatro Politeama em 1937.

Integram o mesmo espólio outras obras com intervenção de Acácio de Paiva, como a peça Cocktail Revista (1932), uma homenagem a Lino Ferreira de que é co-autor, ou O olho do cuco, representada no Teatro Cine Barreiro em 1934 e para a qual escreveu o prólogo, assim como várias operetas e comédias de que foi tradutor, entre elas: Era uma vez uma menina, de M. Marthey Manuers, representada em 1929; Das cinco às sete, de Andrée Mery, representada no Teatro Politeama em 1934; O quitinho, de Jean de Letraz, representada no Ginásio em 1935; O rosário, de André Brisson, revista pela censura nos anos de 1930 e 1936 e representada no Ginásio; Pedro, Paulo & Companhia, de Louis Verneil representada em 1931 no teatro Ginásio e reprovada em 1939 para ser representada na “Sociedade 3 de Agosto de 1885”; Amor ao pêlo, adaptação de Acácio de Paiva e aprovada para ser representada com cortes no Cine Odeon em 1932; A fera amansada, de William Shakespeare representada no Teatro da Trindade em 1933; O gavião, de Croisset, proibida e em 1940 representada no Teatro do Ginásio; O sinal de alarme, de Maurice Hennequin e Romain Coolus, proibida em 1941 no Teatro da Avenida e representada em 1943 no Teatro da Trindade.

Da actividade de Acácio de Paiva na área da literatura, destaca-se ainda o seu papel como crítico literário, tendo no ano de 1934, juntamente com António Ferro, Alberto Osório de Castro, Mário Beirão e Teresa Leitão de Barros, integrado o júri do Prémio Antero de Quental, atribuído pelo SNI no género da poesia.

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Paiva (Acácio de)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. XX. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, pp. 10-11.

BLANCO, José, 2006 – “A verdade sobre a Mensagem”. Fundação António Quadros – cultura e pensamento. Disponível em: http://www.fundacaoantonioquadros.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=65&Itemid=34.

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1991 – “Paiva, Acácio de”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. II. Mem Martins: Europa-América, p. 473.

[SNI], 1930-1943 – [ANTT, fundo do SNI: Direcção geral dos Serviços de Espectáculos – processos de censura a peças de teatro].

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Paiva, Acácio Sampaio de Teles e”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 459-462.

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PINTO, Américo Cortês (1896-1979)

Américo Cortês Pinto nasceu em Leiria a 14 de Março de 1896 e faleceu em Cascais a 30 de Novembro de 1979. Após concluir os estudos no liceu de Leiria, licenciou-se, entre 1913 e 1920, em Medicina na Faculdade de Coimbra, tendo em seguida desempenhado diversos cargos públicos. Foi médico no Liceu de Leiria, membro da Comissão da União Nacional no distrito de Leiria, vereador da Câmara Municipal de Lisboa entre 1946 a 1954, deputado entre 1949 a 1957, inspector da Saúde Escolar e organizador da Corporação dos Fiscais de Higiene e Donas de Casa entre os estudantes dos liceus da sua área de inspecção, professor de Psico-pedagogia da Infância e Adolescência no Instituto de Serviço Social e de Higiene no Instituto Superior de Higiene Ricardo Jorge e na Cruz Vermelha. Foi ainda director dos Serviços Sociais do Instituto Português de Reumatologia, assim como membro das comissões de Literatura e Espectáculos Infantis, de Classificação de Espectáculos e vice-presidente da Associação dos Médicos Católicos Portugueses.

Além do desempenho de funções no âmbito do ensino, da medicina e da política, Américo Cortês Pinto foi também um homem das letras, sendo na cidade de Leiria que se inicia como produtor literário, actividade à qual dá continuidade como académico em Coimbra. Dedicando-se, essencialmente, ao género poético, integram a sua obra os volumes Lágrimas e sorrisos (1912), publicado em Leiria e que constitui o primeiro livro deste autor, a que se segue Senhora da Renuncia seguida do Barba-Azul (1918), ambos de tendência neo-romântica. A par de outras estéticas finisseculares, esta estética predominava na revista Ícaro (1919-1920), na qual Américo Cortês Pinto colaborou e de que foi co-fundador. Esta influência esboroa-se no Poema da tentação (1922),em que se detectam influências do Orfismo. Destacando-se dentro do género, publicou A alma e o deserto (1941), que nesse ano lhe valeu o prémio Antero de Quental atribuído pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI), tendo ainda participado, juntamente com outros leirienses, nas antologias Poetas de Coimbra (1939), Cantam os poetas (1940), Florilégio de Leiria (1949), antologia de poesia e prosa que o próprio organizou, e Estremadura (c. 1960).

Além do ensaio Prólogo a uma leitura do episódio de Aljubarrota dos Lusíadas (1921), discurso proferido em Leiria no V Centenário de Nuno Álvares Pereira, Américo Cortês Pinto deixa ainda uma vasta produção literária de carácter sobretudo científico e histórico, na qual se destacam os ensaios do foro político, médico e psicológico, de divulgação nacionalista e religiosa, e ligados à temática da cultura, muitos destes traduzidos em estudos biográficos. Dessa produção conhecem-se, entre outras, Leiria e a reforma administrativa (1936), a publicação didáctica em versoMandamentos de Saúde para os Rapazes das Escolas (1941),A construção do futuro (1941),Formação intelectual, moral e cívica da mocidade (1942), O menino Jesus em Portugal (1941),O mundo, o espírito da Pátria e a grandeza de Deus dentro da alma dum poeta (1953), Santos de Portugal (1956), O Santo de Lisboa e o Infante de Sagres (1960), O valor da vontade na História Nacional (1938), palavras dirigidas à Mocidade Portuguesa no Teatro D. Maria Pia, Da famosa arte da imprimissão (1948), obra histórica nesse ano distinguida pelo SNI com o prémio Alexandre Herculano,Talant de bien fairé: a divisa do infante e a criação do estado da Índia (1955), Diónisos, poeta e rei (1982),Afonso Lopes Vieira: 1878-1946: in memoriam (1947), obra de que foi co-autor, O conde de Monsaraz (1953),Consagração nacional a um grande e glorioso poeta António Correia de Oliveira (1955), em co-autoria com João de Castro Osório,António Correia de Oliveira: a relação de domínio entre o artista, o mundo e o tempo (1961), João Carlos (1961), Eça de Queirós em Leiria: naturalidade leiriense do romancista (1976), conferência realizada em 1970 em comemoração do I Centenário da estadia do escritor em Leiria, Digressões ao longo da pintura a partir da obra de Malhoa (1955), Museus e Museologia. Ramalho: a estátua e o estatuário (1959), conferência por ocasião da inauguração da estátua de Ramalho Ortigão nas Caldas da Rainha nesse ano.

Além destas obras, da vasta produção escrita de Américo Cortês Pinto, conhece-se ainda uma série de textos divulgados na imprensa que, incidindo sobretudo em temáticas ligadas à medicina e à linguística, ou tratando-se de textos biográficos, foram publicados em Acção Médica,Boletim da Direcção Geral da Educação Física Desporto e Saúde Escolar, Boletim do Instituto Superior de Higiene Dr. Ricardo Jorge,Ocidente, Saúde Escolar, Revista de Portugal (série A: A Língua Portuguesa), Boletim mensal da Sociedade de Língua Portuguesa, Boletim da Academia Portuguesa de Ex-Líbris, Arquivo Centro Cultural Português , Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, Revista Municipal de Lisboa, Bazar das Letras, das Ciências e das Artes,Ilha da Madeira e Colóquio. Da mesma forma, colaborou ainda com vários periódicos leirienses, entre eles, O Mensageiro e A União Nacional.

Membro do Instituto de Coimbra e sócio honorário da Sociedade de Ciências Médicas, Américo Cortês Pinto foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem de Cristo e com a Cruz Vermelha de Mérito, pelas funções desempenhadas nessa instituição.

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Cortês Pinto (Américo)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. VII. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, p. 818.

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1994 – “Pinto, Américo Cortês”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. III. Mem Martins: Europa-América, pp. 501-503.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Cortês Pinto, Américo”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 136-145.

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SANTOS, António da Costa (1856-1896)

António da Costa Santos nasceu em Leiria a 6 de Junho de 1856 e faleceu em Porto de Mós, no distrito de Leiria, a 23 de Fevereiro de 1896. Concluídos os seus estudos em Direito na Universidade de Coimbra, foi nomeado administrador do concelho de Pombal em 1886, desempenhando, nesse mesmo ano, funções como agente privativo do Ministério Público no Tribunal Administrativo do distrito de Leiria e nomeado, em 1890, delegado do Procurador Régio, cargo que exerceu em Alcácer do Sal, Portalegre, Montemor-o-velho e, depois, em Porto de Mós.

Da sua actividade no âmbito das letras, destaca-se a produção de uma série de obras publicadas em Leiria ou inspiradas nessa cidade, como Canções do Lis (1879), Poesias recitadas no Teatro D. Maria Pia (1885), esta última compilando os textos apresentados num evento a favor das vítimas do terramoto da Andaluzia que ocorreu nesse teatro leiriense a 25 de Janeiro de 1885, Sensitivas (1887), a epopeia O diabo coxo! (1890) e A vingança de Portugal (1890). A este poeta é ainda acometida a autoria de Salisbury (1891), que, tal como a obra anterior, constitui uma reacção ao ultimato inglês e terá dado origem à letra da Marcha Lusitana, musicada por Inácio Aires de Azevedo. Esta última obra foi já impressa em Portalegre, cidade na qual António da Costa Santos também publicou o poemeto histórico D. Dinis (1891), assim como divulgou na imprensa de Portalegre, entre os anos de 1891 e 1892, alguns dos textos poéticos integrados no volume Lusitanas, que o autor deixou incompleto, tendo o mesmo sucedido com o volume Sonatas.

Dedicando-se, essencialmente, ao género poético, António da Costa Santos foi ainda autor do drama em 5 actos O Senhor Prior, ou Cândida, peça influenciada pela estética naturalista da qual não se conhece a data e que terá ficado inédita, assim como do romance Os Borges: cenas da província, obra que, também está por datar, seguindo a fórmula de uma crítica de costumes, directamente inspirada na sociedade leiriense.

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Costa Santos (António da)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. VII. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, p. 910.

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1991 – “Santos, António da Costa”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. II. Mem Martins: Europa-América, pp. 392-393.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Santos, António da Costa”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 568-569.

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SIMÕES, José de Oliveira (1857-1944)

José Maria de Oliveira Simões nasceu em Leiria a 11 de Março de 1857 e faleceu em Lisboa a 18 de Maio de 1944. Após a frequência dos liceus de Leiria, Coimbra e Lisboa, ingressou na Escola do Exército, onde estudou Filosofia e fez o curso de Artilharia e Engenharia. Além do estatuto militar, seguiu uma carreira no ensino, como docente do Liceu em Lisboa e do Instituto Superior do Comércio, assim como na política, sendo deputado por Leiria em várias legislaturas. Foi ainda director geral do Comércio e Indústria e presidente da Associação dos Engenheiros Portugueses.

A par dessas actividades, José de Oliveira Simões destacou-se na área das letras, através da sua colaboração em vários órgãos da imprensa de Lisboa e das províncias, nomeadamente no jornal O Globo, do qual foi redactor, O Tempo, Jornal do Comércio, A Tarde, Diário de Notícias, Correspondência de Coimbra e Distrito de Leiria.

Da sua produção escrita, estritamente literária, conhecem-se alguns textos essencialmente poéticos. Caracterizando-se por um lapso temporal acentuado, a sua produção dentro deste género reporta a um pequeno número de obras, caso de Versos perdidos (1912), Mais versos perdidos (1932), Esbocetos rústicos (1943) e a publicação póstuma Poesia e prosa (1997).

É, sobretudo, no âmbito do ensaio que se detecta um maior número de textos deste autor, incidindo em questões da economia ou da vida militar e política. Dentro destas temáticas publicou Escola do Exército. Breve notícia da sua história e da sua situação actual (1892),A organização do exército e as necessidades da artilharia (1895), Cheias de Leiria (1902),Curso elementar sobre substâncias explosivas (1904 e 1911), Escorço dalguns aspectos da Industria fabril Portuguesa (1907),Assistência social às mulheres de trabalho (1909), As marcas regionais e as indicações de falsa procedência na agricultura (1900), Trabalho dos Adultos na Indústria (1906), Propriedade Industrial. Legislação portuguesa em vigor (1912), Serviço metrológico (1917), Algumas palavras sobre o oficial de artilharia, ilustre que foi José Nunes Gonçalves, lente da Escola do exército (1928), Elogio histórico do sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa Dr. António Joaquim Ferreira da Silva (1931), As armas nos Lusíadas (1932), Uma carta de Alexandre Herculano (1932), Primeiras relações de Portugal com o Japão e primeiros livros ali impressos pelos portugueses (1932), A expressão numeral na linguagem (1936). No âmbito da economia, conhecem-se ainda alguns dos seus textos publicados no Mundo Económico, no Boletim do Trabalho Industrial e no Boletim da Direcção Geral do Comércio e Indústria.

Sócio do Instituto de Coimbra e da Academia de Ciências de Lisboa, condecorado com a grã-cruz da Ordens de Avis e da Ordem de Mérito Industrial, com a cruz de 1ª classe de Mérito Militar Espanhol, José de Oliveira Simões foi ainda investido como cavaleiro do Santo Sepulcro, oficial da Legião de Honra da França, grande oficial da Ordem de S. Tiago de Espada e da Ordem de Santo Olavo da Noruega e chanceler da Ordem de Mérito Agrícola e Industrial.

Referências bibliográficas:

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1991 – “Simões, José Maria de Oliveira”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. II Mem Martins: Europa-América, pp. 403-404.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Simões, José Maria de Oliveira”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 618-621.


 

SOUSA, Afonso de (1906-1993)

Afonso de Sousa nasceu na Maceira, freguesia do concelho de Leiria, a 24 de Junho de 1906 e faleceu a 18 de Dezembro de 1993. Após a frequência do liceu de Leiria, licenciou-se, no ano de 1930, na Faculdade de Direito de Coimbra. Seguindo a carreira de advocacia, foi delegado da Ordem dos Advogados de Leiria, tendo uma participação activa na vida cultural dessa cidade, quer como presidente do Orfeão de Leiria, quer através da sua actividade na imprensa local, que inicia desde cedo, sendo co-fundador do jornal A Voz Infantil (1918-1919) e da Tribuna do Povo (1919-1920), e colaborando ainda com os periódicos O Mensageiro, Notícias de Leiria e Região de Leiria.

Dedicando-se essencialmente ao género poético, contam-se entre os seus livros Farrapos: alvoradas românticas (1926) e Quadras (1928), ambos publicados em Leiria, Frustração (1959), publicado em Coimbra, e ainda outros textos que evocam directamente a cidade de Leiria, como o volume Roteiros subjectivos na minha terra (1964), no qual são compilados alguns sonetos que nesse ano teriam sido divulgados no semanário Região de Leiria, e o poema “De amor para Leiria”, publicado na antologia Estremadura (c. 1960), organizada por Urbano Tavares Rodrigues e na qual participam vários escritores leirienses.

Da produção literária de Afonso de Sousa, conhecem-se ainda algumas memórias que remontam às suas experiências de estudante em Leiria e sobretudo em Coimbra, como o texto integrado no volume Bodas de Diamante do Orfeão Académico (1955), sob o título “Breve notícia de uma geração artística em colaboração com o Orfeão Académico de Coimbra”, e as obras Fumos das índias: diário de Bordo (1960), relatando a excursão dos estudantil à Índia, Do Choupal até à Lapa: recordações de um antigo estudante de Coimbra (1973),O canto e a guitarra na década de oiro da Academia de Coimbra: 1920-1930 (1981), Breve cancioneiro de Coimbra e outras trovas: evocações de um antigo estudante (1983), Ronda pelo passado: memórias de um antigo estudante do Liceu Rodrigues Lobo, em Leiria e da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra: 1915 a 1930 (1989).

Além da poesia e das obras de carácter memorialista, Afonso de Sousa escreveu o livro de contos Sarça-ardente e outras sarças (1965), conhecendo-se ainda deste autor vários textos proferidos nalguns espaços culturais de âmbito local, caso de Como eu vi alguns museus da Europa (1962) e Antigas e novas civilizações: o Egipto: o Brasil: impressões de viagens (1971), ambos, conferências realizadas no Ateneu de Leiria a 16 de Março de 1962 e a 11 de Dezembro de 1970, respectivamente, e Palavras proferidas pelo Exmo. Senhor Dr. Afonso de Sousa por ocasião da homenagem que lhe foi feita na sede do Orfeão de Leiria em 28-01-84 (1984).

Referências bibliográficas:

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Sousa, Afonso de”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 632-633.

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VIEIRA, Afonso Lopes (1878-1946)

Afonso Lopes Vieira nasceu em Leiria a 26 de Janeiro de 1878 e faleceu em Lisboa a 25 do mesmo mês do ano de 1946. Entre 1895 e 1900, estudou Direito na Universidade de Coimbra, tendo em seguida exercido advocacia em Lisboa, cidade na qual foi também redactor da Câmara dos Deputados, embora profissionalmente, desde 1916, se dedique em exclusivo à actividade literária. Com uma produção escrita essencialmente poética, cedo se inicia na literatura, e é enquanto estudante em Coimbra que publica as suas primeiras obras, como Para quê? (1897), volume influenciado pela estética neo-romântica que inclui uma série de poemas escritos entre os 12 e os 15 anos, Náufrago: versos lusitanos (1898), Auto da sebenta: farsa em verso em um prólogo e dois quadros (1899), peça comemorativa de crítica aos costumes académicos, editada pela Comissão Académica do Centenário da Sebenta e representada em Coimbra a 29 de Abril de 1899, Canções populares (1899), texto apresentado no espectáculo do Orfeão da Sebenta na Comemoração do Centenário do Grupo e musicado por Luís de Albuquerque, Elegia da Cabra (1900), Canções (1900), volume antológico em co-autoria com António Pinto de Albuquerque e Mário Esteves de Oliveira, e O meu adeus (1900), obra na qual se despede da vida estudantil em Coimbra.

Dentro do género poético, Afonso Lopes Vieira produziu outras tantas obras, algumas delas direccionadas para o público infantil: O poeta saudade (1901), Poesias escolhidas (1904), Na montanha (1904), O encoberto (1905), Ar livre (1906),Do jornal dum poeta (1906), O pão e as rosas (1908), Canções do vento e do sol (1911),A João de Deus: na inauguração do Jardim-Escola (1911), Animais nossos amigos (1911), Canto infantil (1912),Bartolomeu marinheiro (1912), O soneto dos túmulos (1913), Dez sonetos (1913), Poesias sobre as cenas infantis de Schumann (1915), Ilhas de bruma (1917), Canções de saudade e amor (1918), Crisfal (1920), Cantos portugueses (1920-1932), Ao soldado desconhecido (1921),Soneto para anunciar o Orfeão Académico de Coimbra (1922), País lilás, desterro azul (1922), À Rainha Santa (1922)Afonso Lopes Vieira: verso e prosa (1925), Os versos de Afonso Lopes Vieira: 1898-1924 (1927), Fátima (1930),Éclogas de agora (1935), Onde a terra se acaba e o mar começa (1940), Branca Flor e Frei Malandro (1947), Antologia poética (1966) e 15 epopeias de cavalaria (1976).

Além das antologias da sua obra, a poesia de Afonso Lopes Vieira encontra-se ainda na obra Estética da arte popular (1917), de Aarão Lacerda, assim como em outras obras que no essencial são de carácter antológico, como Sonetistas portugueses e luso-brasileiros (1918), Telas (1925), Sonetos contemporâneos (1925), Cem das melhores poesias religiosas da língua portuguesa (1932), O homem do leme (1936),Pequena antologia poética do mar e do império (1937), Poetas de Coimbra (1939), Uma lição de música poesia e dança (1941), Florilégio de Leiria (1949), Estremadura (c. 1960) e Canções perdidas para canto e piano (1983).

Destacando-se sobretudo como poeta, Afonso Lopes Vieira dedicou-se ainda ao género do romance, publicando a obra originalMarques: história de um perseguido (1903), e as adaptações O romance de Amadis (1922), A Diana de Jorge de Montemor (1924) eO Poema de Cid (1929). Da mesma forma, foi autor de contos, publicando Conto do Natal (1905), “A montanha que dá à luz um rato” noÁlbum literário e artístico: horas serenas (1923), O conto de Amadis de Portugal: para os rapazes portugueses (1938) e A paixão de Pedro o Cru (1939), assim como publicou os ensaios Em demanda do Graal (1922), Nova demanda do Graal (1942) e Relatório e contas da minha viagem a Angola (1932).

Da sua obra destacam-se ainda os textos direccionados para o teatro: Rosas bravas (c. 1911), peça musicado por Tomás Borba e com estreia no Teatro República a 5 de Abril de 1911; e a peça em três jornadas Soror Mariana (c.1930).

Com uma grande actividade como conferencista, Afonso Lopes Vieira publicou uma série de conferências realizadas em diversos espaços culturais, sobretudo relativos à literatura, à música e às artes plásticas, entre elas O povo e os poetas portugueses (1910), Inês de Castro na poesia e na lenda (1913), A poesia dos painéis de S. Vicente (1914), O canto coral e o Orfeão de Condeixa (1916), Arte Portuguesa (1916), Para os soldados: na exposição de Sousa Lopes (1917),A propósito da obra poética da Senhora D. Maria Amália (c.1918), O Monumento a natividade (1920),A Ressurreição no Teatro Nacional de Lisboa (1920), Coimbra e o sentimento da beleza (1921),Da reintegração dos primitivos portugueses (1923), No Mosteiro de Alcobaça (1929), Os estudos reaccionais e a Exposição de Arte Portuguesa em Paris (1932), A Fé e o Império (1933), Tarreio nas Minhas Terras (1940).

Das suas actividades no campo cultural, nomeadamente na área da literatura, cuja amplitude dificulta qualquer síntese, destaca-se ainda o seu papel mediador da memória dos autores tidos como clássicos nacionais, nomeadamente Gil Vicente e Luís de Camões, divulgando a sua obra através de várias conferências, reedições ou adaptações, ou produzindo diversos textos de carácter memorialista. Com relação a Gil Vicente, Afonso Lopes Vieira escreveu as adaptações Monólogo do vaqueiro (1910), Auto da barca do Inferno: 1517-1911 (1911), representado no Teatro República a 18 de Dezembro de 1911, Autozinho da Barca do Inferno (1911), direccionado ao público infantil, e os ensaios Mofina Mendes (1912), discurso proferido numa representação deste auto de Gil Vicente numa casa particular, Gil Vicente (c.1912), conferência realizada no Teatro da República em 15 de Janeiro de 1912, A campanha Vicentina (c. 1914), Autos de Gil Vicente (1916), Gil Vicente (1923), manuscrito da conferência realizada numa residência de estudantes em Madrid a 1 de Maio de 1923, Ao Povo de Lisboa: na récita popular vicentina (1937), 4º centenário da morte de Gil Vicente (1937), conferência realizada na sociedade Martins Sarmento, na cidade de Guimarães em 1937 e publicada posteriormente em Nova demanda do Graal, a par de outros textos sobre Luís de Camões. Com relação a este último, Afonso Lopes Vieira foi autor dos versos infantis Hino a Camões (1911), Camões Escolar (1915), e foi responsável pela reedição de Os Lusíadas em 1928, publicando ainda Lírica de Camões (1932) e O Carácter de Camões (1940), conferência realizada na Sociedade de Geografia de Lisboa e promovida pelo Sindicato Nacional da Crítica. Deve-se-lhe ainda Camões, o poeta de além-mar (1932), manuscrito da conferência realizada em Luanda a 1 de Julho de 1932, e a antologia Camões na obra de Afonso Lopes Vieira (1974), prefaciada por Vitorino Nemésio.

Também se assinala o contributo de Afonso Lopes Vieira como mediador da memória de outras figuras das letras e cultura nacionais e respectivas obras, evidenciado nas publicações Quinquagenário 1858 a 1908: cinquenta anos de actividade mental de Teófilo Braga (1908), de que foi co-autor, Cancioneiro de Coimbra (1918), À memória de Luís Derouet: palavras justas (1928), A Augusto Rosa: palavras ditas no dia da inauguração da lápide comemorativa (1921), Homenagem a António Augusto Gonçalves (1923), de que foi um dos organizadores, Santo António: Jornada do Centenário (1932) e “Meu caro Carlos de Passos”, inserido no volume Homenagem a Campos Monteiro (1943). Além destes textos de carácter biográfico e memorialista, Afonso Lopes Vieira foi ainda responsável pela reedição deO Livro do Amor de João de Deus (1921), e das obras do poeta leiriense Francisco Rodrigues Lobo, Poesias (1940) e Corte na Aldeia (1945).

Postumamente, a par de inúmeros estudos produzidos sobre Afonso Lopes Vieira, a sua correspondência foi alvo de várias publicações, estando este tipo de documentação integrada no vasto espólio depositado na Biblioteca Municipal de Leiria, cidade à qual o autor está desde sempre ligado, quer por nascimento, quer pela permanência constante na sua casa de S. Pedro de Moel, um refúgio criativo e lugar de tertúlias artísticas e literárias.

Referências bibliográficas:

AAVV, [19--] – “Lopes Vieira (Afonso)”. In Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Vol. XV. Lisboa/Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia, pp. 453-455.

LISBOA, Eugénio (ed lit.), 1994 – “Vieira, Afonso Lopes”. In Dicionário cronológico de autores portugueses. Vol. III. Mem Martins: Europa-América, pp. 214-216.

TINOCO, Agostinho Gomes, 1979 – “Lopes Vieira, Afonso”. In Dicionário dos autores do distrito de Leiria. Leiria: Assembleia Distrital, pp. 292-343.

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